Como pedir emprego?

Hoje os inúmeros sites de empregos e as redes sociais dedicadas ao tema, possibilitam achar (e ser achado) de maneira rápida e precisa, bem diferente dos velhos…

classificados de emprego publicados aos domingos, que corríamos nas bancas para comprar os jornais enormes e passávamos o dia recortando os anúncios para, na segunda-feira, enviar os CVs pelo correio.

Nem de longe as mudanças na procura de emprego estão limitadas apenas à forma de procurar uma vaga. Até a abordagem mudou! Não é mais considerado politicamente correto dizer que está procurando emprego. A melhor maneira de fazê-lo para atrair os interessados pelo seu passe é dizer: “estou em busca de novos desafios”.

Essa atitude está sendo utilizada até por quem está desesperado atrás da primeira colocação, já que as empresas hoje procuram estagiários com 3 anos de experiência, não restando para os candidatos outra alternativa para conseguir, pelo menos, chamar a atenção dos recrutadores.

Para quem está na base da pirâmide e tem um currículo ainda ralo, a recomendação é recheá-lo com graduações e certificações de primeira linha e utilizar a maneira ainda mais eficiente de entrar no mercado que é falar com algum amigo, professor ou conhecido da família para conseguir uma indicação. E, por mais que politicamente não seja a melhor prática, conseguir saltar algumas barreiras do RH e desembarcar diretamente na mesa do futuro chefe com a sonhada recomendação “dá uma chance ao garoto, eu conheço o menino”, faz toda a diferença.

A vontade (ou necessidade) de buscar uma nova colocação ocorre em diversos momentos da vida profissional; quanto mais experiência adquirimos, novas maneiras aprendemos para procurar e se vender para a posição desejada. Quando estamos empregados e a ansiedade ainda é controlada, mas o limite da satisfação chegou ao fim, um bom caminho é deixar chegar aos possíveis contratantes que você existe e está interessado em olhar novas oportunidades. Como diria um velho amigo: “só seremos lembrados se estivermos no radar”.

Uma alteração importante que aconteceu nos últimos anos é a abordagem e assertividade na candidatura a vaga. Antes elaborávamos currículos genéricos e encaminhávamos para todas as vagas que acreditávamos ter competência para ocupar. Ficava a cargo do RH o entendimento do conteúdo do CV e o discernimento se o conhecimento contido no CV atendia aos requisitos descritos na vaga. Hoje, para não ser descartado na primeira análise, os CVs devem ser, necessariamente, a la carte, ou seja, desde a primeira linha, onde está o objetivo procurado, até a descrição de experiência, tem que estar totalmente aderentes à descrição das necessidades de cada vaga. Isso não quer dizer que é necessário mentir, até porque, como diria a nossa avó, mentira tem pernas curtas. Mas é necessário colocar em alto relevo e negrito (e, se possível, com luzes piscando) as competências que temos e que atendem ao que está sendo requisitado pelo contratante.

Quanto mais se sobe, mais o encantamento e a forma de se apresentar e se vender mudam. Como em um jogo de truco, colocar o ‘zap’ na primeira rodada pode demonstrar prepotência ou arrogância, em uma entrevista com um headhunter mostrar que quer um cargo maior que o que ocupa ou uma remuneração que ultrapasse 30% da atual é certeza de tomar um truco e perder a partida. Portanto cuidado!

Algumas dicas são importantes e decisivas para agradar os tão idolatrados (e, ao mesmo tempo, odiados) headhunters:

Mostre-se tranquilo e disposto a um novo desafio pelo desafio, não pelo dinheiro, muito menos por não aguentar mais o emprego atual.
Em seu discurso, substitua o pedido de aumento descarado pelo disfarçado: dizer que tem carro como benefício e que abriria mão para concorrer à vaga é um sinal bem recebido pelos huntings e impossível de ser comprovado.
Se a maneira for utilizar seu network para mudar de emprego, cuidado! Nunca deixe um amigo em situação delicada, mesmo que ele seja o presidente da empresa e possua o poder para decidir. E que você o aborde em um almoço absolutamente descontraído. Queimar um cartucho nunca é bom. A recomendação é: faça-o saber que você é uma boa opção para a vaga que ele necessita preencher.

Para isso, verifique se a empresa possui uma vaga ou uma expectativa de oportunidade que você tenha competência para assumir; garimpe amigos que interagem com o decisor e o eleja como seu cabo eleitoral, afinal candidatar-se a uma vaga é, com certeza, uma grande campanha eleitoral e ter alguns cabos eleitorais de alto nível é fundamental para o sucesso dela.

Com os padrinhos mapeados e com a vaga devidamente identificada, o passo seguinte é conseguir que seus cabos eleitorais o coloquem como a melhor opção para ocupar a vaga. Depois do sinal verde, convide o decisor para um café ou um almoço. Jamais entre no assunto ou se mostre muito conhecedor da oportunidade; espere que ele dê alguma dica para você poder descrever suas competências sem que, para isso, diga que está louco pela posição.

É sabido que buscar uma nova posição é sempre um momento de stress, preocupação e muito medo mas, para obter sucesso, devemos encarar com equilíbrio e ter controle das emoções.

Use o que você tem de melhor para agir nestas situações. Se é um bom jogador de cartas, traga para a vida profissional esta habilidade (neste caso, estamos falando da habilidade e não de roubar no jogo); se sua habilidade for no amor ou no mercado financeiro, use seu equilíbrio e experiência ao seu favor.

Tenha sempre em mente que, como em tudo na vida, o apressado come cru, e quem desdenha quer, sempre, comprar.

Boa sorte!

Fonte: www.tiespecialistas.com.br | http://bit.ly/29tnGXM

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